UM SISTEMA PARA PRODUZIR A PARTIR DO RESÍDUO DOMICILIAR URBANO, ENERGIA PARA O NOSSO FUTURO
A termovalorização apresenta o caminho para o futuro no gerenciamento dos resíduos domiciliares urbanos. Não só se constitui num instrumento eco-compatível para a eliminação dos resíduos, mas se apresenta como uma fonte de energia renovável, constituindo-se numa destinação final nobre e oferecendo uma importante alternativa de usufruir das fontes primárias e renováveis de energia.
Essa energia vem sendo considerada fundamental no âmbito das estratégias integradas da administração dos resíduos sólidos domiciliares urbanos, em todos os Países industrializados.
Nos Países europeus como a Dinamarca e Holanda, para citar alguns dados relativos à destinação final dos resíduos, verifica-se que 95% deles é usado na termovalorização, beneficiando os cidadãos com uma forma de energia limpa.
O incremento ou incentivo a termovalorização dos resíduos domiciliares urbanos poderá representar um percentual na matriz energética nacional, e, paralelamente, reduzir drasticamente o impacto ambiental de uma destinação menos nobre desses resíduos.
A termovalorização é um processo que aproveita o conteúdo calórico presente em matérias.
Quando nos referimos aos incineradores, falamos simplesmente na termodestruição com a combustão dos resíduos domiciliares urbanos recolhidos. Hoje, o uso do termovalorizador permite obter depois da combustão, eletricidade e aquecimento.
A planta de processamento é basicamente constituída de um forno, uma câmara pós-combustão, uma caldeira para a recuperação do calor gerado na combustão e de sistemas de controle das emissões.
Os resíduos trazidos por caminhões são depositados em um fosso, na entrada da planta e através do emprego de componentes mecânicos, transportados para alimentação do forno.
O primeiro processo de combustão acontece no interior de um forno a uma temperatura que normalmente chega a 1.000ºC nas plantas mais modernas. A fumaça produzida nesse primeiro processo de combustão é transferida para uma câmara de pós-combustão com o objetivo de garantir a complementação do processo térmico e a destruição da maior parte dos poluentes.
A fumaça que sai da câmara entra imediatamente em uma caldeira, onde cede o calor, que pode ser convertido em energia térmica, ou ainda em energia elétrica para autoconsumo e para comercializar com os concessionários ou grandes consumidores.
Na saída da caldeira, antes da emissão na atmosfera, a fumaça é finalmente filtrada e depurada para a eliminação de conteúdo poluente, através de sistema de reator, filtro, torre de lavagem e a chaminé, respeitando os parâmetros legais, em matéria de emissão.
Da combustão dos resíduos domiciliares urbanos comum resta, escória que representa de 10 a 12% em volume e de 20 a 25% em peso (percentagem que cai a 15% no caso em que as frações secas sejam pré-selecionadas) e 5% de cinzas. As escórias tornadas inertes podem ser utilizadas.
O conteúdo energético dos resíduos domiciliares urbanos é extremamente importante para a eficácia das plantas de termovalorização, quanto ao rendimento, em termos de energia produzida.
Quando o poder calórico é inferior a 1.200 Kcal/Kg a combustão resulta difícil e é necessário adotar métodos diferenciados que podem comprometer a eficácia do processo.
O conteúdo calórico do resíduo determina o rendimento energético da planta de termovalorização.
Uma tonelada de resíduos sólidos urbanos domiciliares, com poder calorífico médio de 2.200 Kcal/Kg, pode produzir de 2,5 a 3,0 toneladas de vapor ou 500 a 600 Kwh de energia elétrica.
Para nós, que já temos problemas com destinação dos resíduos domiciliares, a termovalorização pode ser um sistema que, com adequado dimensionamento e localização, se transforme numa alternativa de solução.
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